A falsificação de notas e moedas é uma das principais preocupações dos bancos centrais. Sobretudo no Verão, com o uso das divisas estrangeiras e com a descontracção que as férias proporcionam, é quando, potencialmente, existem mais riscos. Para minorar o problema, é nesta altura do ano que as medidas de segurança, e o esforço dedicado por todas as organizações especializadas é maior, de forma a proteger melhor o utilizador em todas fases do ciclo do dinheiro.

Uma dessas organizações é a Talaris, especialista global em tecnologia de tratamento de numerário e spin-off da britânica De la Rue (líder mundial em impressão de notas e fabricante de mais de 150 divisas). De entre os principais objectivos da empresa, está a inovação e desenvolvimento de novas técnicas e aplicações para evitar fraudes com dinheiro.
Hoje em dia, há mais notas e moedas em circulação que em qualquer outra época da história. Apenas na Europa, o valor, em euros, do numerário em circulação, triplicou nos últimos sete anos. Segundo o Banco Central Europeu (BCE), durante o ano de 2009, a emissão de notas aumentou para 10.900 milhões de unidades, o que representa um aumento de 41% em relação ao ano anterior. Os centros nacionais de análise, encarregues desta tarefa, receberam 860.000 notas de euro falsas. «Felizmente, a quantidade falsificada representa uma percentagem muito pequena, quando comparada com os milhares de milhões de notas em circulação. Isto deve-se, quase exclusivamente, aos processos sofisticados de produção que "protegeram" as notas durante gerações». - assegura Pedro Viterbo, Director-Geral da Talaris para Portugal e Espanha - «contudo, significa que temos de continuar a trabalhar nesse sentido. As medidas de segurança aumentam, mas os falsificadores também as acompanham, pelo que, na Talaris, esforçamo-nos por ir um passo adiante».
Moeda segura em férias
Uma característica essencial de todas as notas é a multiplicidade dos seus elementos de segurança: pasta de papel especial, marcas de água, lâminas de luz ultravioleta, desenhos detalhados, entre outros. Apesar de tudo, o mais importante é consciencializar o cidadão da importância de verificar todos esses elementos e familiarizá-lo com essas medidas de segurança. O BCE aconselha ao método "toque-veja-gire": tocar os motivos em relevo, que devem ser mais ásperos ao toque, ver a nota em contra-luz para verificar a marca de água, o fio de segurança e a relação de coincidência, girar e ver a do holograma a mudar.
Mas tudo isto é ainda mais complicado quando se maneja moeda estrangeira. É nestes casos que há mais problemas com o valor das notas e com a verificação de autenticidade. Para não ter dúvidas e desfrutar de umas férias tranquilas e sem sobressaltos, a Talaris recomenda:
§ Antes de viajar, tente familiarizar-se com a moeda do país de destino. Para isso, pode fazer o câmbio no banco habitual, assim como realizar pesquisas sobre a moeda. Pode também recorrer à Internet, onde encontra imagens detalhadas das notas, por exemplo em sites como www.banknotes.com, ou outros, onde há imagens das notas dos países, assim como o câmbio actualizado;
§ Consulte o site do banco central do país de destino. Aí pode encontrar recomendações e conselhos sobre as características da moeda local e os principais riscos;
§ Cambiar uma parte do dinheiro em Portugal e o restante no país de destino. Pode ser uma opção mais prática, conforme o destino de férias. Deste modo, evita o stress e a preocupação de viajar com grandes quantias em dinheiro;
§ Levar uma tabela de equivalências das diferentes quantias úteis entre o euro e a divisa de destino (1€, 10€, 20€...). Isso vai facilitar e agilizar as transacções. Podem-se consultar câmbios actualizados na internet, em sites como www.oanda.com;
§ Verificar sempre o câmbio em qualquer transacção, vendo com detalhe as diferentes notas e moedas. Em determinadas circunstâncias poderemos receber moedas de aspecto similar, mas com menor valor (por exemplo: a lira turca ou o bath tailandês podem ser confundidos com as moedas de euro), ou uma nota falsa misturada com outras reais;
§ Em caso de dúvida perante uma nota suspeita, pedir uma segunda opinião. Pode ser de alguém que o acompanhe, ou, se possível, a profissionais de segurança, mais treinados para distinguir moedas falsas, ou, em última instância, não aceitar o dinheiro;
§ Na certeza de ter recebido uma nota falsa, dirija-se sempre a uma entidade financeira. Conta com mecanismos específicos de detecção e poderão informar dos passos a seguir para retirá-la de circulação e entregá-la ao Banco Central;
A Talaris, antiga divisão da De la Rue, inventora da tecnologia de dispensação e reciclagem de notas, conta com 70% de quota de mercado em Portugal. De entre os seus marcos, também consta a invenção e instalação da primeira caixa automática da história, em 1967, numa sucursal do Barclays em Londres. Devido à larga experiência e tradicional foco na investigação e desenvolvimento de novas tecnologias para tratamento de moedas e notas, a Talaris é um reconhecido especialista na detecção de dinheiro em más condições ou que não cumpra os requisitos dos diferentes bancos centrais. Os dispensadores e recicladores para a caixa contam com os mais sofisticados sistemas de detecção e são reconhecidos como os mais seguros, tanto para a entidade financeira, como para o usuário final, pela sua extraordinária fiabilidade e rapidez.
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